sábado, 29 de dezembro de 2012

Miguel Figueira distinguido com o prémio AICA

O coordenador técnico das propostas que o movimento SOS Cabedelo tem vindo a apresentar à cidade, na Figueira da Foz, foi distinguido com o prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte - prémio AICA 2011. Trata-se de um importante prémio que distingue anualmente um artista plástico e um arquitecto cujo percurso profissional “seja considerado relevante pela crítica, e cujo trabalho tenha estado particularmente em foco no ano a que diga respeito”.

@ As Beiras 27.12.2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

cidades e território



"... aquilo que me vem desiludindo é que hoje, nos novos planos, não se percebe qual é a ideia de cidade..."  Miguel Figueira @ As Beiras em 10.12.2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

surftotal awards 2012

"o sucesso (do desenvolvimento integrado do surf e dos seus territórios) dependerá do bom funcionamento em rede, que terá de integrar a excelência da reserva mundial de surf da Ericeira, o sucesso da prova do circuito mundial de surf em Peniche, a dimensão da onda da Nazaré, e a qualidade das ondas do Cabo Mondego"
@ A Voz da Figueira em 5.12.2012




Jorge Antunes Barroso, João Ataíde e António José Correia, autarcas de Nazaré, Figueira da Foz e Peniche, respectivamente.
fotografia Vitor Estrelinha @ nazarewallpapers.blogspot

@ CEMAR

Carlos Monteiro, Vice-Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, e João Maria Ribeiro Reigota, Presidente da Câmara Municipal de Mira, na homenagem ao Capitão João Pereira Mano (1914-2012) no dia 30 de Novembro de 2012 na Aula do ABCD-Arquivo Biblioteca e Centro de Documentação do CEMAR, na Figueira da Foz (Buarcos). Entre os presentes na homenagem à memória do maior historiador naval da região da Foz do Mondego, no dia 30 de Novembro de 2012, membros da sua família, e uma representação de Mira e da Praia de Mira (com a Vereadora da Cultura da CMM, o Poeta João Nogueira, Mestre Alcino Clemente, etc.), e também da Figueira da Foz, com, entre outros, Eurico Gonçalves e o Arq. Miguel Figueira (SOS Cabedelo).

@ A Voz da Figueira em 5.12.2012

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

POOC amnésia



Na reunião do passado dia 15 de Novembro ficámos a saber, pelos responsáveis da revisão do POOC, que o momento para o aprofundamento da reflexão sobre o nosso contributo já não é oportuno... Curiosamente somos informados desse facto pelo representante da equipe técnica que também integrou o júri do concurso público para a frente de mar da Figueira da Foz e Buarcos e que assistiu à apresentação e discussão pública nas filas da frente.
O video regista o momento em que nos dirigimos aos representantes do POOC a reiterar a inclusão do nosso contributo, oportunamente submetido em Novembro do ano passado.







temos ONGA

imagem @ SURFPORTUGALlink SURFTOTAL

Desde a sua fundação como movimento cívico, no inverno de 2002/2003, a SOS Salvem O Surf teve como ambição obter o estatuto de Organização Não-Governamental de Ambiente (ONGA). Após um longo processo burocrático, a direção da SOS concretizou esse sonho ao receber da Agência Portuguesa do Ambiente a confirmação do grau de Organização Não Governamental equiparada a ONGA.
Na prática, a partir de agora a SOS passa a ter maior autoridade junto das instituições e autoridades competentes para exigir a consulta de projectos costeiros que possam ter influência nas nossas ondas.
Pedro Bicudo, presidente da SOS, sublinha que «a direção da SOS agradece a todos aqueles que de alguma forma contribuíram para o concretizar desta importante meta. Esta é uma notícia que nos deixa a todos felizes e certamente contribuirá para o desenvolvimento sustentado dos desportos de ondas em Portugal».

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

SOS salvem o surf apoia SOSCabededelo Figueira da Foz

"A SOS salvem o surf decidiu, na reuniao da direcção de 27 de Novembro, aconselhar a comunidade a votar na SOS Cabedelo / Figueira da Foz para as SURTOTAL awards. A Figueira da Foz, Portugal e o mundo, correm o risco de perder a onda mais longa da Europa, a onda de Buarcos, devido ao novo POOC..."

Comunicado da SOS salvem o surf

POOC do Sr A.braz




post de A.braz @ movimentomilenio.com _comentário ao projecto CIDADESURF

facebook de Gonçalo Cadilhe

terça-feira, 27 de novembro de 2012

vota SOS Cabedelo Figueira da Foz

Pedro Maurício Borges (quarto à esquerda) é co-autor do projecto premiado no concurso para a frente de mar da Figueira da Foz que defende o recuo da praia e o regresso do MAR À CIDADE. O arquitecto figueirense que venceu em 2002 o prestigiado prémio Secil, apela ao voto no movimento SOS Cabedelo Figueira da Foz para os SURFTOTAL awards na Oscars Night da Figueira da Foz onde foi também distinguido no passado dia 24 de Novembro.




segunda-feira, 26 de novembro de 2012

o POOC dos triângulos, quadrados e bolinhas

Concordamos com a crítica que a equipe da revisão do POOC faz ao anterior Plano em vigor: a desigualdade de tratamento entre faixas terrestres e marítima (pag. 26, Volume I. Relatório). O que não concordamos é que se fique pelas boas intenções. Não concordamos que fiquem ausentes da caracterização funcional a pesca e o penedo, a arte-xávega e os seus lugares no mar, ou o surf e as ondas.
Se os técnicos do POOC têm pudor em enquadrar as ondas nos equipamentos desportivos, ainda que estas estejam para o surf como o campo para o futebol, então que as referenciem no último grupo da legenda em OUTROS. Assim até ficamos junto com o Parque Infantil (ver legenda) o que certamente fará sentido para todos aqueles que julgam que o surf é uma brincadeira de miúdos. Se não quiserem seguir por aqui, ainda podem enquadrar no Apoio à Actividade Turística, com bolinha azul, como o Aquaparque do Teimoso ou o Parque das Abadias. O mais importante, independentemente da categoria ou do símbolo que lhe queiram associar, seja bola azul, triângulo amarelo ou quadrado noutra cor qualquer, é que o façam no sítio certo: no MAR.

in relatório POOC

domingo, 25 de novembro de 2012

POOC teimoso

Num artigo sobre as ondas mais compridas no mundo, na última edição da conceituada publicação The Surfers Jornal, são as ondas de Buarcos que ilustram o continente Europeu. A descrição dos principais equipamentos de apoio à actividade turística, do relatório do POOC, refere que a oferta na área de intervenção é pouco qualificada e diversificada, distinguindo, para além dos postos de turismo, duas infraestruturas de recreio náutico, a Doca da Figueira da Foz e o Clube Náutico da Costa Nova, cinco piscinas de acesso público e três parques aquáticos, onde consta o Aquaparque Teimoso. Aquilo que é surpreendente é que os técnicos do POOC tenham ido até ao Teimoso para fazer a identificação do Aquaparque e não tenham tido o cuidado de olhar para o mar...
Buarcos @ The Surfer's Journal


O relatório do POOC refere que na área de intervenção a oferta "é pouco qualificada e diversificada", o artigo do The Surfers Journal refere que as ondas de Buarcos podem mesmo ser as mais compridas em todo o mundo. 
Fica a dúvida se serão os nossos recursos pouco qualificados ou se o será o diagnóstico do POOC.


in relatório POOC

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

POOC made in Aveiro

O POOC made in Aveiro, para além de ignorar por completo a praia do cabedelo, palco da primeira prova do WCT em Portugal (o circuito profissional de surf que desde 2009 se realiza em Peniche), negligência de forma grosseira toda a actividade turística na Figueira da Foz. Tranquiliza-nos o facto de perceber que não há aqui qualquer perseguição ao surf ou aos surfistas... Claramente o problema é de outra natureza.



in Relatório do POOC-OMG














Figueira Pro na década de 90 na praia do Cabedelo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

SOS Cabedelo nomeado para os SURFTOTAL awards










O SOS Cabedelo Figueira da Foz está nomeado para os SURFTOTAL awards. Para vencer na categoria da Associação Ambientalista necessitamos do voto público. VOTA AQUI. A Figueira da Foz conta com fortes candidatos em diferentes categorias:

I Surf Academy (empreendedor ao nível da indústria)
Janga (empreendedor ao nível da indústria)
Ivo Cação (o mais reconhecido tube rider)
João Ataíde (político que apoia o surf)
João Bracourt "Breck" (fotógrafo)
Drift Wood Colective (marca mais ecológica)
SOS Cabedelo Figueira da Foz (associação ambientalista)
Eurico Gonçalves (surfista bem sucedido)

O preenchimento de todos os campos é obrigatório e terá que ser confirmado por mail.
Apoia a Figueira da Foz. VOTA.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

POOC (pouco) disponível...





sexta-feira, 16 de novembro de 2012

CAR Surf


Entrevista de Hugo Rocha a Miguel Figueira para a revista SufPortugal

Para começar, gostava de perguntar de que forma estiveste envolvido na implementação do CAR de Montemor-o-Velho?
Tive o privilégio de estar envolvido em todas as fases deste processo: na elaboração do programa, na coordenação do projecto, e por fim no acompanhamento da obra. Este projecto foi desenvolvido no município por uma equipe interna que tive a honra de chefiar e que contou, desde a primeira hora, com um envolvimento muito forte da comunidade desportiva, não só a nível institucional (Secretaria de Estado do Desporto, Federações Nacionais e entidades reguladoras internacionais), mas também dos nossos atletas a quem a infra-estrutura se destina.

Sendo o CAR de Montemor dedicado a vários desportos (canoagem, remo, natação de águas livres e triatlo), quais foram as principais preocupações subjacentes à construção e implementação deste projecto? Como chegaram a essas conclusões?
A principal preocupação é servir bem o fim a que se destina. Neste caso este objectivo divide-se na resposta ao nível da valorização territorial e no serviço ao desporto de alto rendimento nas modalidades que procura servir. Se no primeiro objectivo o que distingue a qualidade da intervenção se prende com uma correcta leitura e análise do território, maturada ao longo de anos de reflexão em torno do vale e do rio, no segundo o factor distintivo que mais terá contribuído para o desenvolvimento do projecto foi o alargado nível de participação dos interessados, com destaque para as parcerias internacionais onde também fomos buscar algum know-how e para os atletas nacionais que lhes fazem o contra-ponto e a crítica. O facto de estarmos a trabalhar modalidades com alguns dos programas mais esclarecidos para o alto rendimento naturalmente que contribuiu de forma decisiva para a qualidade do processo de participação e consequentemente para o desenho da infra-estrutura. O direccionamento para o core - o plano de água e as respectivas estruturas de apoio ao treino - bem como o pragmatismo numa abordagem ao programa, centrado na perspectiva do baixo custo de utilização, acompanharam sempre o desenvolvimento do projecto.

Fala-me do sucesso e reconhecimento que o CAR de Montemor tem obtido, bem como dos factores que, a teu ver, têm conduzido a isso;
Apesar do entusiasmo que sentimos por parte dos utilizadores e da excelente receptividade que temos verificado nas grandes provas internacionais, é cedo para cantar vitória sobre este processo, até porque em larga medida o sucesso não depende só da qualidade da infra-estrutura mas também do seu modelo de gestão, que tarda a entrar em funcionamento. A infra-estrutura é uma ferramenta, um instrumento ao serviço dos programas das modalidades para o alto rendimento, que independentemente da sua qualidade própria, pode ser bem o mal usada. 
Ainda assim no plano das vantagens comparativas no quadro global, destacaria algumas inovações que, em grande parte, surgem por via dos constrangimentos orçamentais e do aproveitamento das condições naturais, reconhecidas como avanços neste tipo de infra-estruturas de classe olímpica. Mas talvez um dos argumentos mais fortes desta pista seja o da sua localização, por causa do clima, já que as modalidades que serve têm uma forte expressão no norte da Europa onde o acesso à água, em grande parte do ano, fica muito condicionado. Os factores naturais nestes desportos de outdoor fazem toda a diferença e no quadro do surf esta relação é ainda mais evidente, já que temos ainda que integrar outro elemento natural: o mar.

Passando para a temática dos CARSurf, começaria por perguntar se tens conhecimento dos moldes em que estes foram estruturados? 
O conhecimento que tenho sobre os CARSurf é o que me chega através da comunicação social e duma breve passagem por Peniche. Sei que o programa que suporta estes centros é o mesmo que suportou o de Montemor e que também terá tido o envolvimento da federação a que se destina. Aqui terminam as semelhanças, em tudo o resto aparentemente é diferente. Pelo menos assim parece evidenciar o resultado...

Quais são essas diferenças que notas ? Qual é a tua posição sobre essas diferenças, enquanto surfista e arquitecto com experiência na matéria?
A diferença mais substantiva é que no CARSurf falhámos o core - que neste caso são as ondas e as estruturas de apoio ao treino. Aquilo que me parece é que este programa se resume a pouco mais do que um bed and breakfast. Parece-me absurdo que o maior investimento de dinheiros públicos alguma vez direccionado para o surf não tenha contemplado qualquer verba para a valorização das ondas e da orla costeira, sendo certo que é esse o nosso palco. Como surfista não percebo como é que se trocam ondas por camas ou equipamento de ginásio por mesinhas de cabeceira, e como arquitecto também não. 
No caso de Montemor todo o investimento público foi direccionado para o core. Naturalmente que o alojamento e as refeições também têm que estar disponíveis, mas isso é resolvido com a oferta local; não faz muito sentido ter os dinheiros públicos a suportar actividades concorrentes com as que estão instaladas.
As opções das federações com que trabalhei têm uma lógica de funcionamento oposta à da Federação de Surf, preferem receber o dinheiro do estado e negociar com os privados do que esgotar o orçamento na manutenção de um centro de dormidas. No caso do surf, que funciona em contra-ciclo com a sazonalidade do turismo sol-mar, ainda mais se justificaria não optar por encargos fixos desta natureza. Tal como o triatlo não pode dispensar o treino de altitude no México ou a canoagem o treino com terapia de frio na Polónia, o surf não pode dispensar a Indonésia ou o Hawai, pelo que na gestão das obrigações das federações se deva priorizar os objectivos direccionados às opções de treino dos atletas. 

Qual consideras que deveria ser a função/objectivo dos CARSurf? E de que modo tal poderá ser atingido?
O objectivo principal de qualquer CAR é o do desenvolvimento do desporto de alto rendimento, como o próprio nome o evidência. Se queremos pensar noutros objectivos então vamos arranjar outro nome, porque este obviamente não serve. 
Sobre o equipamento dos CARSurf tive conhecimento sobre uma discussão acerca da possibilidade de aquisição de pranchas. Um absurdo completo que só pode vir de uma decisão mal informada. Então alguém acredita que os atletas vão treinar sem as suas pranchas? Era o que mais faltava! Se quiserem fazer contratos-programa com o shaper de cada atleta eles certamente que agradecem, agora despejar pranchas nos CARSurf não faz qualquer sentido. Em Montemor os únicos barcos que foram comprados foram os barcos a motor para apoio ao treino e às provas. Porque é que não fazem o mesmo com o surf? As motas de água até nos davam muito jeito... Já o equipamento de ginásio, relaxe e massagem, ou material de vídeo, são equipamentos transversais ao treino de alto rendimento na grande maioria das modalidades, como também é transversal a necessidade de equipes de apoio multidisciplinar para a optimização do rendimento desportivo.
Não sei como nem quando é que este processo descarrilou, mas sei que só conseguirá entrar nos eixos com a abertura a uma maior participação dos atletas e da comunidade do surf, bem como com o contributo da experiência das outras modalidades com créditos no alto rendimento. Urge um esclarecimento sobre o que é um programa de alto rendimento, definir com rigor a diferença entre passear de bicileta e ciclismo, apanhar umas ondas ou ser atleta de alta competição.

Concordas com a localização dos CARSurf: Peniche; Nazaré; Aveiro; Viana do Castelo?
Não consigo perceber a fundamentação desta opção porque não sei qual é o modelo de funcionamento da Federação de Surf para o alto rendimento. Basicamente teríamos que optar por um de dois modelos: o da concentração num único lugar, que apesar das minhas reservas até poderia justificar o investimento nas camas, porque obriga à deslocação dos atletas para uma permanência fora da área de residência (como é o caso do triatlo ou da canoagem), ou o da dispersão no território, onde o treino é mais suportado pelos clubes sem deslocar os atletas, sendo que neste cenário não são necessárias as camas em regime de permanência, uma vez que os estágios são de carácter pontual. Ora o modelo do CARSurf parece ser o da dispersão, mas com camas em regime de permanência. Isto eu não percebo como é que funciona... 

Tens conhecimento do Modelo de Gestão preconizado para os CARSurf? Qual é a tua opinião sobre o mesmo?
Conheço a Proposta de Modelo de Gestão e Financiamento para os CAR que destaca a especificidade do surf pelos piores motivos. Para além da diferença em relação às outras modalidades que apostam na concentração de recursos, o surf distingue-se ainda por ser o único caso onde se avança com a premissa da autosustentabilidade abrindo porta à demissão de responsabilidades por parte da administração central, designadamente no que concerne a futuros apoios. Pelo mesmo documento ficamos também a saber que se prevê um total de 280 mil euros de encargos fixos e que a Federação de Surf se prepara para a implementação de um plano comercial, assente na promoção internacional e alicerçada na cooperação desportiva além fronteiras, associando a marca “Portugal”. Se a isto juntarmos o facto de que, na identificação dos CAR, se tenha adoptado a designação de Surf Camp, receio que estejamos a trocar o objectivo do desenvolvimento desportivo do surf nacional pelo do desenvolvimento turístico a piscar o olho ao mercado alemão. A manter-se este cenário, mesmo que este venha a ser um negócio lucrativo do agrado da senhora Merkel, será sempre por conta do prejuízo para o alto rendimento no surf em Portugal.

sábado, 27 de outubro de 2012

CIDADESURF @ FuelTV

CIDADESURF na final do RIP CURL PRO Peniche 2012 @ FuelTV from Cidade Surf on Vimeo.
Miguel Pedreira entrevista Miguel Figueira, Eurico Gonçalves e Pedro Monteiro, na final do Rip Curl Pro Peniche, em directo na Fuel TV a 19 de Outubro de 2012. Julian Wilson(AUS) vence Gabriel Medina (BRA), conseguindo a sua primeira vitória no WCT, nos supertubos em Peniche.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

esperando Godot?











O arquiteto Miguel Figueira, que juntamente com um grupo de cidadãos, venceu na categoria Cidades o prémio do Movimento Milénio, iniciativa promovida pelo Jornal Expresso e pelo Millennium BCP, foi à última reunião de Câmara apresentar o projecto do bypass, com que propõem resolver simultaneamente o problema do extenso areal na praia da Figueira e o do desaparecimento de areias a sul do Mondego. Como? Usando a areia a norte para proteger o sul da erosão e «devolver o mar à cidade», o lema deste movimento. 

Segundo as informações disponibilizadas pelo movimento cívico, o bypass na Figueira seria um sistema composto por um pipeline (uma tubagem) sob o Mondego que transportaria a areia com água por bombagem, do lado norte do Porto Comercial para as praias a sul. Proposto para a reposição da deriva litoral poderia também extrair a areia que se deposita no rio junto ao molhe norte, diminuindo, acredita este movimento, os custos da dragagem da barra. O valor da sua construção, que o movimento estima em 15 milhões de euros (ME), poderia, acreditam, não se refletir no custo efetivo, considerando o proveito que poderia advir da comercialização de parte da areia atualmente retida na praia da Figueira da Foz. Para a sustentabilidade da solução haveria, sustentam ainda, que “articular a extração pelo bypass com a dragagem e ainda contabilizar a poupança no custo das obras de defesa da costa atacada pela erosão: 3 ME em 2012, anunciados pelo INAG, só até à Marinha das Ondas, quando a frente de mar que sofre do impacto da deriva, a sul do Mondego, se estende numa extensão 6 vezes superior, até ao canhão da Nazaré”. Recorde-se que a audição, no município, de Miguel Figueira, tinha sido reiteradamente pedida pela bancada do PSD, com o apoio do Movimento Figueira 100%. O pedido, porém, especificava que a apresentação do projeto do bypass deveria ser feita numa reunião em que estivessem presentes, também, os responsáveis pela revisão do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), o que não aconteceu, já que o presidente da autarquia, João Ataíde, optou por convocar, primeiro, a equipa técnica que está à frente do projeto do novo POOC. Nessa altura, estes responsáveis afirmaram a sua disponibilidade para reunir com o movimento que defende o bypass, mas o encontro acabou por nunca acontecer. “Somos um simples movimento, ou estamos legitimados por esta câmara ou não, e se equipa do POOC está a falhar não é connosco, é com esta câmara”, afirmou Miguel Figueira, lembrando que o próximo POOC “vai fechar as opções para os próximos 10 anos, e decidir se próximo QREN pode apoiar ou não o projeto do bypass”. O arquiteto considera que a equipa do POOC “devia fazer um estudo comparativo das soluções”, incluindo a do bypass, com os respetivos estudos de viabilidade económica, “para apresentar a quem tem a responsabilidade da decisão política”. Em resposta, João Ataíde afirmou ter solicitado “expressamente” que o movimento fosse ouvido pela comissão do POOC, para que o projeto fosse, pelo menos, ponderado. Todavia, e apesar de terem estado presentes na conferência com o responsável pelo bypass em Coolangata, na Austrália, promovida pelo movimento, os responsáveis do POOC não procederam, ainda, a qualquer agendamento de  reunião que lhes permitisse obter todas as informações sobre o projeto. “O calendário é até dezembro, e este é um choque de paradigmas na proteção da orla costeira, é uma cambalhota que leva tempo, e gostávamos de ter tempo para poder contribuir positivamente para o processo”, sublinhou Miguel Figueira (...)

in o Figueirense de 19 de Outubro

Acrescentamos ainda que a previsão de investimento para as obras de defesa costeira, a sul do Mondego, pelos técnicos do POOC, está estimada em 50ME. O principal facto para o agravamento da despesa é a falta de areia...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

CIDADESURF @ reunião de câmara


Diário as Beiras 17/10/2012



Diário de Coimbra 17/10/2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SOS Esperança


terça-feira, 2 de outubro de 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Tweed River Entrance Sand Bypassing Project



Nos cenários de intervenção propostos pela equipe do POOC para a protecção da orla costeira a sul do Mondego (área com a maior concentração de zonas de risco, com máxima prioridade de intervenção em toda a costa nacional - classificação do Plano de Ação de Proteção e Valorização do Litoral 2012-2015, Agência Portuguesa do Ambiente) destaca-se a falta de areia nas razões para o forte impacto erosivo. Paradoxalmente ignoram-se os milhões de metros cúbicos retidos na praia da claridade, que há décadas desqualificam a praia da cidade e a principal frente urbana da Figueira da Foz, resultando num impacto no lado sul que obriga a um esforço de investimento estimado pela equipe do POOC em 50 milhões de euros. Neste quadro, o bypass resulta como o cenário que se posiciona do lado da sustentabilidade, deslocando a areia do lado do problema para o lado da solução.

sábado, 29 de setembro de 2012

Graeme Mcllwain @ Figueira da Foz

Diário da Beiras de 28/9/2012

A sessão de esclarecimento com este reputado especialista promovida pelo Movimento Cívico SOS Cabedelo nas comemorações do Dia Mundial do Mar, contou com a presença de representantes do Porto Comercial, da equipe responsável pela revisão do POOC e do Presidente da Câmara, João Ataíde.




Graeme Mcllwain com Eurico Gonçalves, Miguel Figueira e João Sobral na visita à Foz do Mondego

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

BY PASS IT


design Pedro Pessoa

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sim Sra Ministra

'precisamos de projectos para o mar', diz Cristas.
BY PASS IT, dizemos nós.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Megalomania?

Subsiste a dúvida se o Bypass é uma proposta megalómana ou a resposta proporcional à dimensão do problema da erosão costeira a sul do Mondego, onde temos a maior concentração de zonas de risco com máxima prioridade de intervenção em toda a costa nacional - classificação do Plano de Ação de Proteção e Valorização do Litoral 2012-2015, Agência Portuguesa do Ambiente.

sábado, 8 de setembro de 2012

Alfredo Pinheiro Marques @ A Voz da Figueira

... É extraordinário que, não o tendo feito no passado os políticos, nem os empresários, nem os “planeadores” (!) que a Figueira da Foz foi tendo ao longo de tantas décadas (e que levaram a cidade à lamentável situação ambiental e urbanística em que actualmente se encontra…), tenham acabado por ser os Surfistas quem teve o mérito, a coragem, e o saber, de se dedicarem a enfrentar, estudar, diagnosticar, e tentar remediar, o VERDADEIRO PROBLEMA… o maior e mais importante de todos os problemas… aquele com que a cidade se confronta desde há mais de meio século… e que é a verdadeira causa da sua decadência… O problema que está à vista de toda a gente (está em frente do nariz…), mas que quase toda a gente, durante décadas, foi fazendo de contas que não via: a catástrofe ambiental da “praia que não é praia”… 

Alfredo Pinheiro Marques 
Director do Centro de Estudos do Mar - CEMAR

sábado, 1 de setembro de 2012

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

reunião de câmara extraordinária

Ao que tudo indica o cenário de protecção da orla costeira para o sul que deverá vingar é o que propõe a transferência artificial das areias: cenário 2. Sabendo da preferência do presidente da Câmara pela proposta do BYPASS, formalmente apresentado a concurso público e premiado por um júri onde a autarquia e o consórcio que está a fazer a revisão do POOC também estavam representados, ficamos sem perceber porque razão é que este sistema ainda não está contemplado em qualquer dos cenários 1, 2 ou 3. Do ponto de vista académico pode perceber-se o interesse na metodologia adoptada e até se pode imaginar o aprofundamento para a ponderação noutros tantos cenários: 4, 5 e 6. Importa no entanto não esquecer o cenário zero, este que habitamos e que urge por respostas concretas em tempo útil. Porque a diferença entre o norte e o sul cresce todos os dias, amanhã já pode ser tarde demais.


"umas centenas de metros"


O título da notícia é a afirmação de Sergio Barroso na reunião extraordinária da Câmara - a praia da figueira ainda vai crescer “umas centenas de metros”. As imagens do Marcos Charana mostram o lado oposto do mesmo problema. 
Estamos portanto perante a dialéctica clássica entre o copo meio cheio ou meio vazio... Sérgio Barroso terá dado ênfase à parte cheia (lado norte), nós aproveitámos a dispensa da convocatória para ficar na praia e lembrar a parte vazia (lado Sul). A insistência nas propostas para o aproveitamento do areal a norte reforça a nossa preocupação dada a diferença face à ausência de soluções para o sul, já que assim corremos o rico de falhar na coesão territorial e na equidade, prejuízo inaceitável para a cidade e para os cidadãos.
Das notícias ficamos ainda a saber que João Ataíde é a favor do BYPASS e que Sérgio Barroso se mostra disponível para nos receber. Nós vamos ficar à espera na praia onde sempre estivemos e continuamos a estar.





Sérgio Barroso é director do CEDRU, equipe responsável pela revisão do POOC em consórcio com a Universidade de Aveiro. Marcos Charana é presidente da Associação de Surf da Figueira da Foz.
A notícia é de O FIGUEIRENSE de 3 de Agosto de 2012.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

POOC @ BADJA KU SOL



Excerto da palestra no 2º Workshop Internacional em Arquitectura e Paisagem
23 a 27 de Abril de2012, Coimbra.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Cidade adiada



Diário das Beiras de 31 de Julho

terça-feira, 31 de julho de 2012

@ SURFTOTAL TV


cidadesurftotal from Cidade Surf on Vimeo.

domingo, 29 de julho de 2012

Os poucos princípios do POOC

Dos 7 princípios gerais a que a elaboração do POOC deve atender, pelo que conhecemos do trabalho efectuado até à data, suspeitamos que falha redondamente nos três primeiros - alíneas: a) Sustentabilidade; b) Coesão e equidade; c) Prevenção e precaução. Por tudo o que desconhecemos falha nos três seguintes - alíneas: d) Subsidiariedade; e) Participação; f) Corresponsabilização. Talvez venham a ser acertivos na operacionalidade (alínea g) para a construção de paredões pela costa fora...



Princípios a observar pelos POOC, Artigo 5, Decreto-Lei 159/2012 de 24 de Julho.
a) Sustentabilidade e solidariedade intergeracional, promovendo a compatibilização, no território abrangido pelo plano, entre o desenvolvimento socioeconómico e a conservação da natureza, da biodiversidade e da geodiversidade, num quadro de qualidade de vida das populações atuais e vindouras;
b) Coesão e equidade, assegurando o equilíbrio social e territorial e uma distribuição equilibrada dos recursos e das oportunidades;
c) Prevenção e precaução, prevendo e antecipando consequências e adotando uma atitude cautelar, minimizando riscos e impactos negativos;
d) Subsidiariedade, coordenando os procedimentos dos diversos níveis da Administração Pública e dos níveis e especificidades regionais e locais, de forma a privilegiar o nível decisório mais próximo do cidadão;
e) Participação, potenciando o ativo envolvimento do público, das instituições e dos agentes locais, através do acesso à informação e à intervenção nos procedimentos de elaboração, execução, avaliação e revisão dos POOC;
f) Corresponsabilização, envolvendo a partilha da responsabilidade com a comunidade, os agentes económicos, os cidadãos e associações representativas nas opções de gestão da área do plano;
g) Operacionalidade, criando mecanismos legais, institucionais, financeiros e programáticos eficazes e eficientes, capazes de garantir a realização dos objetivos e das respetivas intervenções.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

POOC, floresta e Financial Times

O Caderno de Encargos para a revisão do POOC-OMG obriga à “formulação de diferentes cenários de proteção e desenvolvimento, tendo por base os valores presentes na área de incidência do plano e as oportunidades e riscos identificados”. Uma vez que a Área de Estudo e a Área de Intervenção incluem a Zona Marítima de Proteção (conforme quadro do site POOC-OMG), não se compreende a ponderação sobre o mar e o conjunto de oportunidades a ele associadas na Avaliação de Cenários / Implicação dos Cenários nos Ecossistemas.



No quadro comparativo dos cenários de intervenção para Buarcos ( quadro 14. Implicações do tipo de abordagem à defesa costeira, adoptada em cada cenário, na capacidade dos ecossistemas prestarem a determinados serviços), da Zona Marítima de Proteção apenas analisam as Águas interiores, e aqui nem sequer entra o Recreio e Lazer ou o Turismo, apesar destes estarem devidamente ponderados no mesmo quadro no campo 3.1 Florestas, 3.2 Florestas abertas e vegetação herbácea, 3.3 Zonas descobertas e com pouca vegetação...
( o Cenário 3 é o dos quebra-mares paralelos à costa )

De tal forma densa deve ser a floresta entre a Tamargueira e o Teimoso, que ninguém viu a pesca nos carreiros de rocha, a qualidade da praia para banhos, e o surf na direita mais longa da Europa. Talvez os técnicos do POOC leiam o Financial Times e fiquem a saber pela imprensa estrangeira aquilo que teimam em não querer ouvir da nossa boca.